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Integração com violência traz de volta ditadura.

26/07/10

 

 
INTEGRAÇÃO COM VIOLÊNCIA TRAZ DE VOLTA DITADURA
Uma manifestação pacífica da população rio-grandina terminou em pancadaria na tarde desta segunda-feira, no centro da histórica cidade do Rio Grande. O descontentamento da população com a chamada “integração dos transportes coletivos” e a idéia de mostrar publicamente este sentimento, chocaram-se em cassetetes, cavalos no asfalto e escudos da tropa de choque da Brigada Militar de Yeda Crusius, a pedido de Fabio Branco. As cenas que se viram trouxeram à memória os piores anos da história brasileira, em que a voz da população foi sistemática e violentamente calada: a ditadura militar voltou a Rio Grande por alguns minutos, em plena rua General Neto.
A população já havia demonstrado não aceitação do novo sistema de transportes, implementado no dia 17, e que parece só ter beneficiado as empresas do setor. A população já havia demonstrado descontentamento em pesquisa interativa, via telefone, feita pela RBS TV Rio Grande.
Naquela ocasião, nada menos que 17 mil pessoas participaram voluntariamente da pesquisa e destas, 97% informaram detestar o novo sistema de transporte. Demonstrando mais uma vez total desrespeito à vontade popular, as forças da Brigada Militar - certamente a serviço de quem manda na cidade – pretenderam encerrar a manifestação ordeira e pacífica da população com violência e despreparo. Pessoas foram agredidas, mães com bebês no colo tiveram que sair às pressas da manifestação para não serem agredidas. Uma viatura partiu aceleradamente – com certeza a 60km/h – em meio às pessoas, na General Neto, arriscando graves atropelamentos.
 
Não podemos e não devemos aceitar esta situação. Rio Grande não tem donos; a população não pode ser desrespeitada desta forma. Primeiro, no seu direito de ir e vir; segundo, no seu conforto e bem-estar que foram absolutamente pisoteados com as vergonhosas “estações de transbordo” que nem cobertura decente possuem; e em terceiro lugar, na agressão que os rio-grandinos sofreram no seu direito, garantido na Constituição Brasileira, de livre manifestação e de protestar contra a monarquia ditatorial em que estão vivendo.
RESPEITO
Quem anda de ônibus merece respeito! Há dois anos, a Frente Popular já fazia esta afirmativa. E mais, em 2008, a Frente Popular dizia para a população que o transporte coletivo estaria sob o comando da PREFEITURA e não sob jugo das empresas concessionárias. Também se colocou como proposta a PASSAGEM INTEGRADA, onde o cidadão irá deslocar-se para qualquer lugar da cidade durante 1h30min pagando apenas uma passagem.
Contudo, a proposta da Frente Popular previa respeito aos usuários, com revisão imediata nos preços das tarifas; passe livre uma vez por mês; concessão com licitação, para o maior número de linhas e empresas e novas paradas com maior proteção e conforto.
Isto tem nome e sobrenome: Respeito ao Usuário.
 

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