O presidente das Petrobras, Sérgio Gabrielli, afirmou da intenção da estatal em impulsionar empreendimentos à Metade Sul do estado gaúcho, começando por Rio Grande. Disse que o município será transformado numa grande produtora de cascos, atendendo a demanda a ser originada pela exploração da camada pré-sal no Brasil.
As informações foram dadas durante o seminário “O Brasil e o Pré-sal”, promovido na última sexta-feira, na Assembléia Legislativa, em Porto Alegre.
Gabrielli ainda citou as plataformas P-55 (em andamento) e P-63 (que deve ter seu contrato assinado em breve).
O debate sobre o pré-sal vem sendo promovido pelo governo federal em diversos estados do País, a fim de desmistificar questões e dúvidas acerca do assunto. Segundo o presidente da Petrobras, a descoberta do pré-sal brasileiro apresenta um enorme potencial de crescimento da capacidade de produção de petróleo, muito acima do que se podia imaginar há cinco ou dez anos. “Saber utilizar da maneira mais adequada essa riqueza é um elemento extremamente importante para a sociedade brasileira. E isso não pode ficar restrito somente aos segmentos diretamente envolvidos”, salientou, explicando que por isso o assunto precisa ser amplamente debatido.
O seminário “O Brasil e o Pré-sal”, foi realizado pela Revista Voto, em parceria com o Legislativo gaúcho.
Em outras palestras do seminário, o Porto do Rio Grande foi mencionado por diversas vezes, pois este coloca o estado num novo patamar de desenvolvimento do País. Para tanto, as empresas precisam preparar-se e aproveitar este momento para que o dique seco, em construção em Rio Grande, não seja o final, mas sim o início de um processo de industrialização e desenvolvimento para o Município e o Estado.
Licitação para cascos
O secretário de Finanças do Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Paulo Ferreira, promoveu uma reunião com organizadores do evento e o vice-presidente da Engevix, Gerson de Melo Almada, para tratar da licitação dos oito cascos de plataforma que serão construídos no dique seco. Segundo Almada, a Engevix apresentou o melhor preço na licitação e agora sua proposta está em estudo.