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Dilma Rousseff aponta a pesca como nova economia do País

20/10/09

Durante seu discurso durante a abertura da 3ª Conferência Nacional de Aquicultura e Pesca, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, falou que a pesca é considerada pelo governo a nova economia do País. Disse acreditar no aumento da demanda pelo pescado, o que deverá movimentar a cadeia produtiva dos setores aquícola e pesqueiro.
Na ocasião, ela ressaltou o trabalho do ministro e do secretário executivo do recente criado Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), respectivamente, Altemir Gregolin e Dirceu Lopes, o que garantiu a implantação de políticas públicas apontadas pelos pescadores e aquicultores de todo o País. "Honra-me estar aqui junto a estes guerreiros que muito lutaram para garantir dignidade a estes trabalhadores, os quais hoje têm orgulho de sua profissão", falou a ministra.Dilma Rousseff desejou uma boa conferência aos cerca de dois mil delegados representantes de diversos estados brasileiros, enfatizando a importância do evento que, de acordo com ela, avalia o presente sem esquecer de projetar o futuro. "Gosto de estar ao lado de quem defende o fruto do trabalho", disse.
Ao encerrar seu discurso, Dilma ressaltou que a transformação da Secretaria Especial da Aquicultura e Pesca (Seap) em ministério, demonstra um pouco do trabalho do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que não se encolheu frente à crise financeira internacional, aumentando o crédito e com isso impulsionando o consumo no País. "Em setembro do ano passado, o Brasil tinha em caixa U$ 205 bilhões. Hoje, um ano depois, somos o primeiro País a sair da crise, com uma reserva de U$ 220 bilhões", disse.
A ministra deixou o palco do Centro de Convenções Ulysses Guimarães - onde está acontecendo a 3ª Conferência Nacional de Aquicultura e Pesca, em Brasília – ovacionada pelo público presente, que fez questão de tirar fotos ao lado da ministra. Antes de Dilma Rousseff pronunciar-se, o evento foi oficialmente aberto pelo coordenador geral da Conferência, Dirceu Lopes. Ele declarou que o encontro desafia setor e governo em apontar os eixos, diretrizes e ações a fim de atender o novo cenário do pescado que vem sendo construído no País. "O diálogo permanente entre governo e sociedade, tendo o Conape como protagonista, foi permeado por reflexões profundas, disputas duríssimas, mas determinantes para entendermos (Estado Brasileiro) que era necessário ir além, ousar mais, garantir de fato os avanços conquistados por essa importante classe de trabalhadores brasileiros", enfatizou.A cerimônia de abertura serviu ainda de palco para a assinatura de importantes documentos por parte do ministro Altemir Gregolin, os quais irão garantir a promoção de projetos educacionais não só para os pescadores e aquicultores brasileiros, mas também a seus familiares.Outro anúncio realizado durante o ato oficial – evento acompanhado por diversos deputados federais, senadores e representantes de demais órgãos públicos e entidades organizadas - foi o do crédito facilitado aos pescadores artesanais que, a partir de agora, poderão recuperar suas embarcações. "Os pequenos pescadores terão até três anos para pagar o empréstimo, com juros anual de 2%. Agora, além do programa Profrota – destinado à confecção de grandes embarcações, os pescadores artesanais também poderão se modernizar, impulsionando sua produção e fomentando o setor", disse. O ministro acredita que a produção de pescado no País chegará a 30 milhões de toneladas por ano. Atualmente, cerca de 750 mil pessoas têm carteira profissional de pescador no Brasil.A meta do MPA, até 2011, é registrar 5 milhões de postos de trabalho gerados no setor, aumentando o consumo de pescados para nove quilos por habitante por ano. Para isso, estão previstas ações como: criação e/ou reestruturação de 20 terminais pesqueiros públicos; implantação de 120 Centros Integrados da Pesca artesanal e da Aquicultura (Cipars); 300 projetos da Profrota; 400 mil pescadores atendidos com Assistência Técnica e Extensão Pesqueira e Aquícola e Universalização do acesso de seguro defeso aos pescadores que capturam espécies controladas.A 3ª Conferência Nacional de Aquicultura e Pesca se estenderá até a próxima sexta-feira, em Brasília. Hoje a programação dá continuidade aos debates entre os 20 grupos de trabalhos, os quais enfatizam os temas pesca artesanal, pesca industrial e aquicultura.O evento conta ainda com exposição de produtos artesanais confeccionados por grupos vindos de diversos estados, entre eles o Rio Grande do Sul, além do lançamento de livros e da demonstração de uma fábrica de gelo e do caminhão do peixe, que está comercializando o pescado a preços acessíveis.

 

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